Dia desses recebi no orkut, via depoimento, um contato de um colega, jornalista "free lance", dizendo que, como eu estou solteiro, gostaria de entrevistar-me, pois o assunto era sobre o primeiro encontro. Legal, passei o contato, ainda não houve a entrevista, se é que vai haver, mas pensei em escrever, tentar, pelo menos, sobre.
Nos idos dos 30 anos ( no meu caso, 29 :) , o primeiro encontro não é mais aquele dos 20, isso é fato. No entanto, a sensação desse encontro não deixa de ser envolto de expectativas. Aos vinte anos, você quer uma coisa mais casual, uma pessoa pra bater papo, sem maiores pretensões, passar uma boa noite juntos, trocar telefones e, muitas vezes ambos acaba que por "satisfeito". Nessa fase, é muita novidade, descobertas, não que beirando os trinta isso não aconteça. Penso que, para muitos, essa fase deixa um certo saudosismo. É o "ficar por ficar", embora ainda haja o lance da conquista. Nessa fase pensa-se em quantidade, ela satisfaz o seu ego.
Aos 30, não se chega tão facilmente numa mulher à noite, num bar ou numa pista de dança. A insegurança (talvez?) não permite que você tome aquela iniciativa que antes era "bico". Atinei-me para outra coisa, talvez aquela dita insegurança seja, também, uma maneira de selecionar. Além disso, surgem planos, projetos. Aí é que aparece o dilema, namorar casar e??? Ou, pensar no seu projeto e futuramente envolver uma outra pessoa, aí aparece outros dilemas...quantas vezes pessoas não dizem, "olha, se casar muito tarde nem verá o ser filho crescer", etc, etc, etc. que, na verdade, são percepções diferentes do que é constituir família, enfim.
Voltando ao primeiro encontro. É evidente que hoje é muito mais fácil você encontrar pessoas para o primeiro encontro. A dinâmica desse primeiro encontro surge do "nada". Basta você entrar na internet, dizer um oi para aquela pessoa, a princípio interessante, migrar para o MSN, e...enfim.."Êba, vou ver ela!". Não penso que isso seja mau, no entanto a opção de estar só facilita essas aventuras, por isso, aos 30, não necessariamente você se encontra numa fase melhor que aos 20. Antes você não pensava duas vezes, hoje você pensa. Chegado ao esperado primeiro encontro, isso com um "script" talvez previamente bolado no MSN, chega o momento de você "conhecer" aquela pessoa que tanto tem em comum com você. Percebe-se então, que, na verdade, aquela expectativa inicial se dilui com o tempo de companhia: há o bate papo, as trocas de figurinhas, "tá brincando, jura que é seu filme preferido??". "coincidência, a disciplina que mais adorava era essa também", e assim por diante. Certamente, o que também é fato, nunca sabemos se aquele encanto anterior ao encontro vai permanecer, acho que também isso acaba sendo a pimenta desse encontro...
Independentemente da idade, o primeiro encontro faz valer aquela velha frase, "a primeira impressão é a que fica". Nesse sentido, há encontros que você se surpreende, outros, nem tanto. Assim, você encontrará aquela pessoa articulada, que fala bem, possui um repertório que o deixa meio que até tímido. Há também aquela figura que é "a figura", só fala dela, a "The only one". Tudo que você fez ela fez ou vai fazer, o carro dela é o melhor etc. Existe a pessoa tímida, vai uma taça de vinho, outra, e a pessoa. "rs...verdade, é..., concordo, ah...depende". Existe também a topeira, "Flaubert é interessante"..."È, comi um, outro dia uma delícia"... Tem também o artista: "sério!! você pinta?? e ainda compõe??" (...)
Nos idos dos 30 anos ( no meu caso, 29 :) , o primeiro encontro não é mais aquele dos 20, isso é fato. No entanto, a sensação desse encontro não deixa de ser envolto de expectativas. Aos vinte anos, você quer uma coisa mais casual, uma pessoa pra bater papo, sem maiores pretensões, passar uma boa noite juntos, trocar telefones e, muitas vezes ambos acaba que por "satisfeito". Nessa fase, é muita novidade, descobertas, não que beirando os trinta isso não aconteça. Penso que, para muitos, essa fase deixa um certo saudosismo. É o "ficar por ficar", embora ainda haja o lance da conquista. Nessa fase pensa-se em quantidade, ela satisfaz o seu ego.
Aos 30, não se chega tão facilmente numa mulher à noite, num bar ou numa pista de dança. A insegurança (talvez?) não permite que você tome aquela iniciativa que antes era "bico". Atinei-me para outra coisa, talvez aquela dita insegurança seja, também, uma maneira de selecionar. Além disso, surgem planos, projetos. Aí é que aparece o dilema, namorar casar e??? Ou, pensar no seu projeto e futuramente envolver uma outra pessoa, aí aparece outros dilemas...quantas vezes pessoas não dizem, "olha, se casar muito tarde nem verá o ser filho crescer", etc, etc, etc. que, na verdade, são percepções diferentes do que é constituir família, enfim.
Voltando ao primeiro encontro. É evidente que hoje é muito mais fácil você encontrar pessoas para o primeiro encontro. A dinâmica desse primeiro encontro surge do "nada". Basta você entrar na internet, dizer um oi para aquela pessoa, a princípio interessante, migrar para o MSN, e...enfim.."Êba, vou ver ela!". Não penso que isso seja mau, no entanto a opção de estar só facilita essas aventuras, por isso, aos 30, não necessariamente você se encontra numa fase melhor que aos 20. Antes você não pensava duas vezes, hoje você pensa. Chegado ao esperado primeiro encontro, isso com um "script" talvez previamente bolado no MSN, chega o momento de você "conhecer" aquela pessoa que tanto tem em comum com você. Percebe-se então, que, na verdade, aquela expectativa inicial se dilui com o tempo de companhia: há o bate papo, as trocas de figurinhas, "tá brincando, jura que é seu filme preferido??". "coincidência, a disciplina que mais adorava era essa também", e assim por diante. Certamente, o que também é fato, nunca sabemos se aquele encanto anterior ao encontro vai permanecer, acho que também isso acaba sendo a pimenta desse encontro...
Independentemente da idade, o primeiro encontro faz valer aquela velha frase, "a primeira impressão é a que fica". Nesse sentido, há encontros que você se surpreende, outros, nem tanto. Assim, você encontrará aquela pessoa articulada, que fala bem, possui um repertório que o deixa meio que até tímido. Há também aquela figura que é "a figura", só fala dela, a "The only one". Tudo que você fez ela fez ou vai fazer, o carro dela é o melhor etc. Existe a pessoa tímida, vai uma taça de vinho, outra, e a pessoa. "rs...verdade, é..., concordo, ah...depende". Existe também a topeira, "Flaubert é interessante"..."È, comi um, outro dia uma delícia"... Tem também o artista: "sério!! você pinta?? e ainda compõe??" (...)
Existe a pessoa séria, a brincalhona (palhaça), e aquela que você olha e pensa..."essa é uma pessoa que eu envelheceria juntinho dela". E outras, as loucas, as neuróticas, as taradas, pessoas que estão aí, prontas para, talvez, depois do primeiro, um segundo encontro.
Independentemente dessa dinâmica, penso que nada melhor que aquele frio na barriga, antes de se soltar e deixar a noite fluir numa troca com outra pessoa que, possivelmente, será, no mínimo, mais uma que entrará para o rol de amigos...

5 comments:
Melk,
Vinícius costumava mesmo dizer: a vida é a arte do encontro, embora haja muito desencontro pela vida.
Acho também que a vida é arte de sabermos encontrar. Primeiro, a nós mesmos. Para encontrar com os outros, é necessário que estejamos muito bem conosco mesmos. Amor próprio e auto-aceitação são fundamentais para embasar qualquer relacionamento. Segundo, é preciso saber encontrar o outro. Nunca anulá-lo, mas tentar compreendê-lo sempre. Alguns só querem encontrar a si mesmos nos outros. Por isso os relacionamentos escapam. Narciso acha feio o que não é espelho, certo? Drummond dizia que um bom relacionamento acontece quando nunca esperamos do outro mais do que aquilo que ele pode ser.
Acho que nesses termos o primeiro encontro sempre deixará boas impressões. E, de fato, são as que ficam.
Vivi Lopes
Hehehe... talvez meu comentário seja bem simples, mas achei seu texto bem legal... realmente a sensação do primeiro encontro é eterna, mas as expectativas variam e muito... acho que se eu escrevesse um agora aos 39, eu não diria que penso duas vezes, já diria três ou quatro... hehehe
valeu a pena a leitura... com certeza vou me lembrar disso nas próximas tecladas.
Abração
A adrenalina que envolve a expectativa pelo primeiro encontro...
Uma gama de possibilidades e, ao
mesmo tempo, às vezes, uma só ou nenhuma.
(Isto, ao certo, só sabemos depois.)
É por isso que não concordo muito com a frase: "A p-r-i-m-e-i-r-a impressão é a que fica."
Pois, como diz um texto que li, as pessoas são MUITO mais do que podemos "captar" num primeiro encontro.
Mas entendo o que vc diz quando se refere a ela. ;-)
Esse "mistério" que antecede "the first date" realmente aguça os sentidos.
Bjos!!
hum...
li e achei super interessante, e gostaria de enfatizar.NADA COMO O 1 PRIMEIRO ENCONTRO.
ACHO QUE TODOS TEMOS FASES E MOMENTOS QUE NOS ACOMPANHAM,TEM PESSOAS QUE TEM 20 ANOS E FAZ LOUCURA NO PRIMEIRO ENCONTRO, TOLO ? TALVEZ...E ACABA LEVANDO A SERIO A PESSOA SEM SENTIR ESSE TAL FRIOZINHO QUE TEM VARIOS NOMES... CREIO EU QUE NÃO TEMOS UM FRIOZINHO NA BARRIGA QUANDO VEMOS UM AMIGO, MAIS PODE SER ESSE AMIGO A PESSOA QUE ESTAMOS PROCURANDO,E NÃO NOTAMOS QUE PODE SER A PESSOA AMADA.
POR QUE AOS 30 E DIFERENTE??? ACHO QUE NÃO!
POIS TODOS TIPOS DE HOMEM PROCURA O QUE NO MOMENTO ESTA QUERENDO...
TEM ENCONTROS QUE ACABAM DA MESMA FORMA QUE COMEÇOU, ENFIM NÃO TEM UMA IDADE PARA SENTIR TAL FRIOZINHO,ELE SEMPRE ESTA COM A GENTE PENSO EU...
DETALHE EXISTEM VARIOS TIPOS DE MULHERES QUE PODEM SER O QUE ELAS QUEREM...ELA PODE SER UM CONJUTO DE TUDO E ME PERGUNTO; PARA QUE O TAL FRIOZINHO??? SERA UM MEIO DE ACREDITAR NO AMOR??
ENFIM PODE SER QUE ESSE FRIOZINHO ANDE SEMPRE ACOMPANHADO COM NOS E NÃO COM A PESSOA QUE QUEREMOS ENCONTRAR...
ÉLIDA SANTOS.
Realmente a expectativa que envolve o primeiro encontro muda muito em cada fase da vida, comigo foi assim, aos 15 anos não queria nem saber se o cara tinha um bom papo,ele apenas tinha que ser bonitinho, aos 19 achei que deveria encontrar oum namorado sério aquele cara pra casar, fui á procura do tal princepe encantado e esqueci de me lembrar que niguem é perfeito, e agora aos 25 anos me sinto totalmente insegura, e o primeiro encontro me leva a loucuras de tantas expectativas
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