Saturday, July 30, 2005
Rima Pobre
Numa tarde fria
Descobriu que a vida
Tinha se cansado dele
Se viu jogado
Na esquina da Av. Santo Expedito
com a R. Salvador
Onde dormiu até anoitecer
Sem título II
Em sua refexão pueril
se deu conta
que a falta de comida
tinha
roubado sua mãe
Sem título III
Prometeu
anda pensando:
"se arrependimento matasse"
27.07.2005
---------------------------------------
Esse poema/reflexão, sei lá, apareceu de forma interessante, faltavam alguns dias para ser anunciada o fim da querra no Iraque e escrevi, de forma que até achei que tinha visto a manchete.
A Guerra do Iraque Acabou
Foi manchete de jornal.
Será que acabou?
Quem ganhou?
Ganhou Bush?
Ou os iraquianos?
A verdade a manchete não dá
Das famílias destruídas,
Crianças feridas
Sem condições de andar
Mães a chorar,
o filho que não vai mais voltar.
Valeu a pena tudo isso?
Não sei.
Só o tempo dirá.
22.04.2003 14:50
Hoje já tenho minhas conclusões, e você, o que acha?
------------------------------------------------------
Creio que essa foi uma das ou a primeira vez que me arrisque a rimar palavras.
Amor distante
D'onde vem tanta beleza
Aos meus olhos presentear
Deusa d'outro mundo
Saia de perto de mim!
Afaste-se de minha retina!
Não quero apenas vê-la
Nem mesmo admirá-la
Adeus dádiva divina!
Vou sair pelo mundo
Pra bem longe daqui
Encontrar um lugar
Onde não possa te encontrar
Viverei triste, porém feliz
Lá encontararei a paz
Meu coração não vai mais acelerar
Nem vou ter de me contentar
Simplesmente com um olhar
08.02.2001.
Será que houve uma musa inspiradora?
Monday, July 25, 2005
Música e Percepção
|
Saturday, July 23, 2005
Literaturas Africanas de Língua Portuguesa.
Mia Couto em "A Varanda do Frangipani"
.
Friday, July 15, 2005
Gramáticos x Linguistas
De um lado, os gramáticos, de outro, os lingüistas. Entre eles a problemática: como ensinar gramática nas escolas. Cada um defende seus pontos de vistas e argumenta em prol de uma nova concepção de ensino referente à linguagem escrita. São propostas boas? Sim. Cada um deles têm seus méritos enquanto defensores de suas teses em favor do ensino da língua portuguesa. Porém, do modo como são feitas as discussões, fica mais parecendo uma disputa de egos e ideologias.
.
Os gramáticos, tradicionais e irredutíveis em sua maioria têm a opinião de que, para se produzir um texto de forma culta é preciso se basear nas regras da gramática tradicional(aquela...). Já os lingüistas defendem as idéias contrárias às dos gramáticos. Ou seja, enquanto os primeiros são ortodoxos a ponto de dizer que qualquer coisa fora da gramática é errada, os últimos dizem que quase tudo é certo, que na língua muitas coisas são válidas, como o sujeito produzir um texto do tipo: "Dei a ele três mil reais". em vez de: Dei-lhe três mil reais..
Diria que os gramáticos seriam os Papas da Idade Média e os lingüistas os fiéis hereges contra a língua, sujeitos `a inquisição por suas idéias "contra" a gramática. Esses defendem uma nova maneira de ensino da(s) gramática(s) usando argumentos do tipo:. .."se pode falar e escrever numa língua sem saber nada sobre ela"(1). Aqueles taxam estes de transgressores da língua a ponto de dizer: "os delinqüentes da língua portuguesa fazem do princípio histórico "quem faz a língua é o povo"...(2).
.
Faço aqui essas observações sob o ponto de vista de um estudante de Letras. No momento, vou me restringir a esses dois pólos: papado e fiéis heréticos. De nada é válido nessas teorias calcadas de ideologias no papel. Nada muda se não se quebrarem essas barreiras ideológicas e disputas de egos entre as duas partes. Se não houver uma discussão integrada entre elas, quem vai sair perdendo é o povo, a nação falante do português brasileiro, nós.
.
Cabe a esses pensantes deixar as ideologias de lado e olhar o cerne da questão: a língua portuguesa, cujo falante precisa de um suporte para ter acesso `a norma padrão da língua. Isso só será possível se as duas partes reconhecerem o que aí está: ambas têm seus valores e que, se unidas por meio de uma longa discussão, um concílio da língua portuguesa (brasileira), o beneficiado será ela: a "última flor do Lácio, inculta e bela", nossa língua portuguesa. Ou brasileira?
.
(1)Apud- Possenti , Sírio Por que(não) ensinar gramática na escola. Campinas.Mercado das letras.1991-p.54.(2)Apud- Bagno, Marcos. Preconceito lingüístico- o que é e como se faz. Ed.Loyola, 1999.- p.79
Friday, July 08, 2005
Desconto
Domingo de sol em Barueri. Durval e Marlova se preparavam para ir à Cachoeira da Saudade. Enquanto Durval colocava as roupas de banho, guarda-sol , bronzeador no carro, Marlova se penteava na intenção de ficar mais bonita. Era só alegria para os dois. De repente, o tempo começou a mudar. Nuvens negras se formaram em questão de minutos, liberando ,em seguida, uma chuva torrencial. Logo, era só água que invadia a casa dos dois. Agora, com os cabelos despenteados, Marlova já não tinha mais o pente a mão , e sim, um balde ,com que tirava ,em vão, a água que invadia sua casa. Durval tirava os móveis de onde estavam para levar à parte mais alta da casa afim de salvar alguma coisa. Acabara-se o domingo para os dois. |
